Celular, WhatsApp e produtividade no trabalho?

October 24, 2017

 

 

 

Empresários e profissionais de Gestão de Pessoas ainda estão tentando responder à pergunta acima. Ah! A tecnologia que muitas vantagens trouxe as organizações trouxe juntamente um monte de desafios. Mas como cita Sócrates “Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”.

 

 

WhatsApp parceiro ou vilão?

Não podemos questionar que o WhatsApp é uma ferramenta prática, conveniente e impessoal. Pena que o tal “bom senso” na utilização do celular e do WhatsApp é muito subjetivo e muitas pessoas não se dão conta disso. Os grupos criados no aplicativo para cooperação e disseminação de conhecimento na maioria das vezes se torna um campo de batalha de opiniões que são compartilhadas, porém não são entendidas. Mas estamos preparados para ouvir as opiniões dos outros? Muitos deixam de participar de grupos por conflitos de opiniões.

 

Você gostaria de ir a um salão de beleza e a todo momento a profissional ficar checando o celular? Convidar um amigo para o almoço e se depara com várias interrupções? Estar em uma reunião ou treinamento e a todo momento ouvir notificações de vários estilos como uma orquestra sinfônica? Pessoas que diariamente enviam vídeos, correntes, mensagens de motivação, antes de teclar “enter” se preocupam em saber se o receptor gosta desta abordagem? A ligação e e-mail estão caindo de moda, pois se tenho o seu número já tem encaminho um WhatsApp?

 

 

Qual política implantar?

Uma coisa temos certeza, nossos profissionais gostam de conversas. Mas que tipos de conversas? Para inovar um serviço, processo ou produto? Estes deveriam ser os focos das conversas. A questão é: usar ou não usar celulares e redes sociais no trabalho?

Existem alguns profissionais que por conta de sua atuação, preferem a utilização de ferramentas de comunicação. O profissional e o empregador, devem estar atentos as regras da organização quanto a utilização, pois já me deparei com empresas que proíbem, mas utiliza da ferramenta para contatar o profissional depois do expediente. Em um recente treinamento comentamos que teremos que fazer um contrato de trabalho para o celular, pois daqui algum tempo terá direitos adquiridos.

 

 

Como as empresas devem proceder?

Como Gestora de RH passei por este processo de adaptação do celular na vida corporativa e a ação que tomamos foi proibir a utilização de celular pessoal dentro da organização para todos os colaboradores. Os diretores deveriam seguir a mesma regra ou utilizar com moderação e todos foram comunicados e orientandos. Tiveram resistências e pessoas que acreditavam estar sendo injustiçadas? Sim, claro. A disciplina veio com o tempo e foi notório o quanto o celular e as redes sociais influenciavam nas atividades e desempenho diário. O papel dos gestores em parceria com o RH foi primordial nesta mudança de cultura. Assim melhorou a produtividade, a concentração nas tarefas e um atendimento ao cliente bem mais focado. As reuniões também não eram interrompidas com notificações ou toques inesperados. No processo seletivo o candidato já era notificado que não poderia utilizar o celular pessoal durante o expediente e caso optasse poderia deixar o processo seletivo naquele momento.

 

 

Devo proibir a utilização na minha empresa?

As ferramentas tecnológicas são ótimas, porém o que temos que analisar é a forma de utilização de cada pessoa. As organizações e gestores devem avaliar qual a necessidade de utilização do celular e redes sociais para o trabalho, deixando claro para sua equipe qual o comportamento desejado.

Como diz Mário Sergio Cortella (filósofo): - como as nossas mães nos criaram sem tecnologia?

 

Não está sabendo lidar com esta questão?

Conte comigo para alinhar as políticas de RH de sua empresa.

 

 

 

 

 

Luciane Goes 

Diretora da Motivalli Talentos & Resultados

 

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